MUITO OBRIGADO!


Oi gente!

agradeço por todas as visitas que tenho recebido desde segunda, são os aplausos que mantém o blog funcionando e minha cabeça funcionando heheheheheh

trago a vocês mais uma crônica. Não deixem de comentar!

Eles fazem tudo parecer tão fácil nos filmes…

Fernando “Yanmar” Narciso

 

            Ainda me lembro da primeira vez que me levaram ao cinema. Foi lá em 1990. Eu era um capetinha hiperativo de 6 anos de idade. Minha tia Vânia tinha me convidado para assistir com ela e meus dois primos Milena e Helder ao vencedor do Oscar “Lua de Cristal” , com a eternamente jovem Xuxa e Sérgio Mallandro, o nosso Jim Carrey. Devia ser umas duas horas da tarde quando nós chegamos ao cinema, naquele tempo em que não existiam várias salas e tampouco conforto na mesma. O filme? Não faço a menor idéia de como era. Tudo que eu me lembro é da rua INTEIRA abarrotada de gente se acotovelando e berrando pra tentar enfiar a cara por aquele buraquinho da bilheteria e comprar um bilhete pra primeira fila. Lembro que eu fiquei por uma hora e meia enchendo o saco da minha tia pra ela ligar do orelhão pro meu pai me tirar daquele zoológico. Acho que os três devem ter gostado do filme, afinal assistiam religiosamente às reprises na Sessão da Tarde. Já eu, prossigo invicto até hoje sem nunca ter assistido.

            Há muito tempo eu não presencio uma comoção tão grande para ver um filme. A última vez que eu vi tal fenômeno foi com Titanic em 1997-outro filme, por sinal, que eu nunca assisti. Lembro de gente saindo da sessão e voltando pra fila duas vezes seguidas- e ,segundo boatos da época, algumas tietes reprogramavam a semana inteira para dar um jeito de voltar ao cinema pra ver o Di Caprio morrer congelado no mar.

Mas, hoje em dia, esse tipo de identificação com algum filme já não existe. Mesmo que o último filme do Batman tenha sido a 2ª maior bilheteria da história, não houve caso de tietes chorando pelo Coringa do Heath Ledger nas filas do cinema. Nenhum dos grandes Blockbusters do ano, ou aqueles filmes calculados para ganhar Oscar, provoca mais esse sentimento nas pessoas. Ficou muito fácil fazer filmes hoje. Só cinco gêneros conseguem ser lucrativos:  Filmes de super-heróis, que são os Star Wars dessa geração; as comédias românticas adolescentes onde tudo acaba em casamento; filmes de matadores de adolescentes( uma vertente mais divertida das comédias românticas adolescentes), comédias de bêbados drogados falando FUCK e SHIT a cada três palavras e “desenhos” animados em computação gráfica feitos com o único propósito de fazer os nerds fãs da Apple babarem na roupa.

            Vivemos na era da velocidade. Tudo é feito para consumo rápido e fácil digestão, até mesmo os filmes. A palavra “risco” foi definitivamente riscada do dicionário dos produtores de cinema, não existe mais paixão ao ofício de cineasta. Filmes se tornaram tão descartáveis que a maioria das pessoas que eu conheço prefere baixar os filmes na internet de graça, assistir e excluir em seguida a pagar 20 conto pra assistir no cinema. Devo ser a única pessoa que eu conheço que só baixa clássicos.

            Até hoje, meus dois filmes prediletos são Era Uma Vez No Oeste, do mestre Sergio Leone, e Laranja Mecânica, do imortal Stanley Kubrick. Hoje em dia, além dos cineastas já veteranos, como Coppola, Woody Allen e James Cameron, mais nenhum merece a alcunha de “imortal”, “mestre” ou “gênio”. A mística envolvendo esses profissionais derreteu igualzinho ao Schwarzenegger no fim do

Exterminador do Futuro 2 nos últimos anos. Se bem que nem mesmo meus filmes favoritos são livres de falhas.

Quer dizer, Charles Bronson vencendo um duelo? Quem é que nunca viu isso?

            Evoluir é necessário. Mesmo que as grandes empresas não suportem a idéia de perder dinheiro nas bilheterias, pelo menos alguns riscos eles poderiam correr, para garantir o retorno das pessoas às salas. Aos escritores de comédias românticas: Por que tudo sempre acaba num final feliz? Seria uma bruta surpresa se uma bomba explodisse na capela, matando os noivos no final- ou até melhor, o herói ou heroína poderia terminar o filme ficando pra titia, afinal a vida não é um mar de rosas. Aos escritores de filme de ação: Cenas do tipo câmera lenta, câmera com giro super-rápido em 360 ao redor do herói, câmeras sacolejando enquanto o mesmo corre, explosões mostradas em 60 ângulos diferentes, closes nos olhos e nas mãos indo ao encontro das armas, carros de polícia despencando pra fora de viadutos e vilões levando a pior no final já deram o que tinham que dar. Aos escritores de filmes de psicopata: Desapareçam. Aos escritores de comédias junkie: Encher o filme de palavrões não é desculpa pra disfarçar a falta de roteiro. Pra ver gente estressada se xingando, a vida já é de graça. Se todos esses pontos fossem levados em consideração, e se vocês contratassem melhores roteiristas, diretores, atores, câmera-men e seguradores de boom -mike, quem sabe em uns 25 anos, não teríamos outro fenômeno cultural como foi… Lua de Cristal?

 

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11 Respostas

  1. Você escreve bem hein. Coisa rara pros caras da sua geração. Melhor coisa que você fez pra colocar suas idéias foi um blog.

    • vlw pelo apoio mario!
      abraço

  2. Ler você é entrar no túnel e reviver tudo com o maior gosto. Muito bem!

  3. Eis o que o cinema comercial nos impõe… E mesmo tendo coisa chata pra caralho em fita alternativa, pelo menos têm um pouco mais de CONTEÚDO.

    Ah, e Terminator 4 é fudido!

    • bem falado artur!
      abraço

  4. Gostei!
    Agitado, animado, bem-humorado, feliz! A gente precisa de coisas assim.

    • vlw o apoio luiz! mãe fala muito de vc
      abraço

  5. ñ tenho nada contra os filmes de antigamente. apesar de nunca terem me levado ao estase. eu gosto muito da ficção e dos novos efeitos de hoje, me fazem sair um pouco desse mundo onde as coisas ñ são boas como eram. acho q agente ja perde muito na vida e se os filmes ñ tivesse em em sua maioria a vitória do mocinho ficariamos mais frustrados ainda.

    Imaginem um filme onde a justiça brasilleira condenasse a todos esse políticos safados e ladrões. Quem ñ gostaria de ver isso mesmo q em filme, seria o final mais feliz q ja vi.

    • realmente virgílio pra mostrar a verdade jah existem os documentários heheheheheh
      abraço

  6. Os homens e mulheres contemporâneos comem mal e não sabem porque adoecem e ficam obesos. Vivem entre a mercearia (comprando porcaria) e a drogaria (tentando se curar dos males que se infrigiram a si próprios).

  7. Adorei quase tudo. Um lembrete”ESCREVER BEM É… CORTAR PALAVRAS”. na minha opinião a lição mais importante para se ter um texto cativante.

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