Deus e a mini-crônica 8 na Terra do Sol


Imagine a situação: Um edifício de 30 andares pegando fogo até o 15º andar,com tudo fervendo, quase desmoronando sobre sua cabeça. Lá no último andar, há um bando de terroristas mantendo um monte de reféns e exigindo milhões pelo resgate. Você é a única pessoa disponível para conduzir tudo a um final feliz. O que você faria?

Não faz a menor idéia? Pois é. Surpreendentemente, astros de Hollywood SEMPRE sabem exatamente o que fazer. O maior problema dos filmes de ação, principalmente os oitentistas, é a previsibilidade. Nunca rola aquele momento do “E agora?”. Gente como Stallone, Bruce Willis, Van Damme e Kurt Russell parecem ter cada passo milimetricamente gravado nos cérebros, cada gesto já mecanizado. Por isso, sempre sabemos que, não importa quão grande seja a catástrofe, tudo sempre vai acabar bem.

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Tá, você provavelmente vai dizer que é só um filme, e principalmente filmes de ação não oferecem nem uma isca de credibilidade. Afinal, ninguém nunca vê carros explodindo ou alguém detendo uma bala com os dentes no mundo real, mas bem que eles poderiam fazer parecer que as situações são mais improvisadas.

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Recentemente assisti o primeiro Duro de Matar, com Bruce Willis. Apesar de a situação em que ele se encontra tentar dar a impressão que ele saca tudo conforme as coisas vão acontecendo tudo ainda parece ensaiado em excesso, ou como diria o Chapolin Colorado, “friamente calculado”.
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A vida não funciona desse jeito. Bombeiros, policiais, agentes federais, qualquer pessoa sente medo, fraqueja e não sabe ao certo o que fazer quando pressionado. Um pouquinho só de realismo nos filmes americanos de ação não faria mal a ninguém. Qualquer coisa com muito investimento, muito ensaio e muita produção acaba sempre com um gosto plastificado. Talvez se o orçamento dos filmes fosse mais reduzido… Ops, estamos falando de Hollywood!

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Uma resposta

  1. Por isso que Filmes de baixo orçamento sempre são tachados de coisa ruim.
    Nada é friamente calculado. Vide o primeiro Terminator: filme B de sci-fi que você não imagina (da primeira vez) ver uma garotinha em perigo esmagando o T-800 numa prensa mecanizada.

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