Don’t be afraid of…


Aproveitando o clima do momento- chuva que não passa, frio, tarde da noite…- lanço aqui meu especial de “Ralouín” heheheheheheh

Minha ex-namorada sempre disse que eu uso demais as palavras “medo” e “assusta”. Ela, que já tinha segurado fiode alta tensão no poste de luz e tomado vidros inteiros de Amoxil quando criança, vivia afirmando que era muito corajosa e não tinha medo de nada, ou talvez fosse só um pouquinho fanfarrona além da conta…

O fato é que ,quando eu era moleque, não era necessário fazer muita coisa pra me assustar. Não que eu chorasse de medo ou fizesse calundú- coisa que minha mãe diz que eu nunca fiz- mas foram coisas chocantes o bastante para deixar minha pobre mente hiperativa traumatizada por toda uma vida. Coisas pequenas, quase insignificantes. Não, nem pensem que eu vou cair no lugar comum como a musiquinha do Plantão da Globo, os bonecos do Fofão e da Xuxa, a apavorante zebrinha do Fantástico ou até o famigerado Jesus do SBT, 12 entre 10 internautas já falaram desses medos até o saco estourar.

Sejam bemvindos aos rincões mais obscuros da minha mente…

A começar pelas coisas gigantes:
cabeçabozo
chacrinha

Eis os símbolos- mor do espalhafato dos programas de auditório dos anos 80. Sempre senti medo desses cabeções de papel- maché que eram moda entre os apresentadores mais “cheguei” daquela década. Convenhamos que assistir um artista saindo de sua própria boca no início do programa não é bem a coisa mais agradável para uma criança de 4 ou 5 anos ver, concordam? Essa cabeçorra do Chacrinha em especial consegue assustar até o mais chauvinista dos vikings… “Olhem lá, um monstro marinho, homens! Fujam! Remem por suas vidas!”

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Boneco de Olinda… Bom, não necessariamente os feitos em Olinda. Vou explicar: Nos meus 3 ou 4 anos, em pleno calor do retorno das eleições diretas, meus pais me levaram com eles no colo para um comício do famoso “Marão”- um dos maiores prefeitos da nossa cidade- , meu tio Pedro que era o vice dele, e -ARGH!- Tadeu, como candidato deles a vereador.  Até aí tudo bem, afinal eu não sabia nada de política ainda. O problema foi que, como o gigantismo ainda estava na moda, eles fizeram uns puta bonecões com as cabeças dos candidatos, e encheram a praça, o palanque, todos os cantos com eles! Ainda me lembro do rosto daqueles monstros, aliados à música de campanha no último furo, como se tivesse sido ontem. Imaginem os moradores de Lilyput assistindo à chegada de Gulliver, ou até dos japoneses vendo a chegada do Godzilla, e saberão o que eu senti.

“Aventuras no bairro proibido”… Uma vez pra nunca mais, prometi a mim mesmo quando vi essa cena. Imaginem o impacto DISSO em uma criança de 8 anos, sentado no sofá da vó e comendo café com pão!
Nem me atrevi a rever esse video quando o achei.

Ele nunca foi tão gordo e tão assustador quanto nessa abertura… Ok, já foi, né? heheheheheheh

Outro caso de “Godzilla chegando em Tóquio”.

Eu sei, pode parecer estranho, mas até Tom & Jerry tem seus momentos… Sempre que o Jerry se enchia todo de ar pra soprar aquela bolona de chiclete no final desse desenho, eu tapava os olhos.

Os anos 80 foram a Arca de Noé dos filmes de terror de psicopatas matadores de adolescentes desleixados. Mesmo sem nunca ter visto um único filme de Jason, Freddy Kruger, Michael Myers ou até “A coisa”, eu me borrava de medo daqueles sujeitos. Pra vocês terem uma ideia, só fui resolver assistir o primeiro “Sexta-feira 13” nesse ano!

Já falei dos gigantes que me apavoravam quando moleque, agora, vamos falar dos pavores em “dose homeopática”, por assim dizer. Ainda temo que eles possam voltar pra agarrar meu pé…

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Deus Esqueleto, do filme do He-man de carne e osso, de 1987. Ok, o filme inteirinho era medonho (de tão ruim…), mas esse caboclo dourado aí me traumatizou mais que todo o conjunto da obra. Leembro que eu aluguei uma vez um VHS do Popeye, e quando eu parei de avançar nos trailers, parei no trailer desse filme, justamente na parte que ele aparecia. Nem quis saber de ver os desenhos do Popeye e pulei a janela da casa de vó de medo dessa coisa!

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BOGS… Esses diabinhos já me fizeram sofrer! No fim dos anos 80, tava na moda fazer brinquedinhos monstruosos pros guris mais sádicos, esse era um deles. Você punha a mão por dentro dele e o manipulava como um marionete do inferno. Na propaganda eles se mexiam sozinhos, arrotavam, peidavam e tiravam sarro dos adultos, tal qual os Gremlins. Meus primos Heldinho e Chiquinho tinham dois da coleção, e viviam me atazanando com eles.

E, com vocês, a coisa que mais me apavorou em toda minha vida. TIREM AS CRIANÇAS DA SALA!

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“NEB: EMOÇÕES DO OUTRO MUNDO!”
Eu nem consigo descrever o quanto essa coisinha aí me traumatizou… A propaganda era horripilante: Ele caía do topo de uma montanha, e as crianças começavam a fazer uma autópsia nele, tiravam um monte de gosmas, órgãos, veias de dentro dele. Um horror! Repito, imaginem o impacto DISSO numa criança de 4 ou 5 anos, na flor da inocência, como eu era! Meu pavor desse brinquedo sem noção era tão patológico que era passar a propaganda e eu me trancava dentro do quarto. EU sentia tanto, mas TANTO medo desse etezinho que só fui voltar a ver uma foto dele NESSE ANO!! E a parte mais bizarra de todas: No final da propaganda, lá estava o guri, abraçado nesse monstro igual um ursinho de pelúcia, vendo TV do lado da mãe, que comentava “A Balila inventa cada uma…” Concordo completamente. Até assistir àquele vídeo das duas lésbicas comendo cocô parece uma pedida menos desagradável que o Neb.

Bem, tomara que todos consigam dormir depois de tudo que leram… Afinal, como diria o Bento Carneiro, minha vingança será malígrina!

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4 Respostas

  1. Feliz Halloween e um viva às bizarrices!

  2. Nem só de coisas belas vivemos. Algumas vezes somos instados a utilizar de todos os nosso instintos, até os menos nobres. O medo nos faz sobreviver. E as bruxas existem sim. Que escapemos de mais um Halloween.

  3. Lembro-me bem dos seus medos de bonecos grandes, palhaços, etc. Lembro também que eu ficava brincando com vc, com uma voz diferente falando que era uma criança q estava em meu lugar? Hehehe será que pensávos que era alguma entidade infantil que tinha se apoderado de meu ser? hehhehe Gostei da sua análise, Nando. Só um detalhe: Sobre os bonecos da campanha eleitoral, vc deve fazer uma correção, pois Tadeu não era vereador, ele já era o Prefeito de Montes Claros, que estava apoindo o vice-Marão para ser seu sucessor.

  4. Eu A-DO-RA-VA o Neb!! 😀
    E não lembrava da tal propaganda.

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