Sartana II


Bem, galera, vamos tentar algo diferente hoje.
Estou postando um con to que eu escrevi há algum tempo, baseado num dos inúmeros anti-herois do universo do faroeste italiano: Sartana, o James Bond do Oeste. Dependendo da receptividade da minha maravilhosa audiência, escreverei os outros 3 capítulos.

Bom divertimento!

SARTANA II
Mahou No Assassin

Parte 1: O mito

1968. Noite alta. Em uma cidade qualquer do Japão, um museu serve de cenário para uma atividade incomum. Meia dúzia de homens engravatados caminham pelos corredores vazios do local, carregando um sarcófago. No fim do corredor, um outro engravatado aponta a direção com uma lanterna para dentro de uma sala.
-Vocês são os enviados do Sr. Hajine?
-Sim.
-Entrem logo. Já esperávamos por vocês há horas!
Eles entram, o homem com a lanterna fecha a enorme porta de metal com os dizeres “ACESSO PROIBIDO”
Por entre as frestas do museu, um vulto acompanhava cada passo dos homens ,com um silêncio quase sepulcral. Dentro da sala, os homens conversam com um senhor gordo e bigodudo, usando terno e chapéu brancos, que fumava um charuto e tomava uma taça de vinho.
-Essa idéia foi realmente um golpe de mestre, Sr. Hajine! Ninguém jamais poderia adivinhar que fazíamos tráfico de LSD e metanfetaminas debaixo do nariz de todo mundo, recheando as múmias do museu com a mercadoria!
-Os zeladores do museu estão todos inconscientes?
-Afirmativo, Sr. Com toda a heroína que injetamos neles, só vão conseguir acordar em uns 50 anos, heehahahahahahah!
-Perfeito. Albert, apanhe a mala com o pagamento destes senhores.
O mordomo o obedece. Os olhos dos traficantes chegam a lacrimejar ao ver tamanha quantidade de dinheiro.
-Cavalheiros, aí estão seus 280.000.000 de Ienes. Fizeram um excelente trabalho.
-Sem grilo, Sr. Hajine. Esse dinheiro todo vale muito mais do que essa múmia nunca valeu em sua eternidade, hahahahahahahah…
Todos riem. Porém ,toda essa alegria é rompida por um monossilábico bater de palmas, que deixa todos mudos. Logo uma voz fria e viril , soando como o gélido sussurrar da Morte é ecoada em toda a sala.
-Realmente foi um plano muito bom esse, meus amigos. Pelo menos, terão dinheiro de sobra para financiar os seus próprios funerais.
-Que… Quem está aí??- Grita um dos criminosos.
-Ora, perdoem-me pelo mal jeito, cavalheiros…
Ouvem- se passos. Do canto mais sombrio da sala, sai um homem de mais ou menos 2 metros de altura, cavanhaque, usando terno e capa pretos, chapéu de cowboy com uma cordinha ,uma gravata vermelha com um enorme rubi em forma de cruz enfeitando o nó, fumando um charuto.
-Saquem suas armas, amigos. A noite é uma criança…
-QUEM É VOCÊ?
-Sou o carrasco. De todos vocês!
-Matem-no!
Eles mal chegam a apontar as armas para o homem. Tudo o que se ouve são 8 disparos, aparentemente vindos de lugar nenhum, e 8 corpos vão ao chão, inclusive o Sr. Hajine. O único traficante sobrevivente fica simplesmente imóvel, tentando computar o que houve.
-Você… Você… Você… Você…
Ele retira a múmia do sarcófago e espalha as drogas dentro dela pelo chão.
-Pelo menos você vai ter uma história e tanto para contar aos policiais quando chegarem, amigo.
Ele começa a colocar os mortos dentro do sarcófago. Quando o bandido recobra a consciência e tenta mirar a metralhadora no homem misterioso, num gesto quase mecânico, ele aponta o braço esquerdo para o rosto do sujeito e um revólver Colt 45
surge nas mãos dele como num passe de mágica.
-Não, não, amigo. Se pretende fazer algum movimento, me ajude a puxar o Hajine aqui para dentro do sarcófago. Parece que ele tem o peso de todos vocês juntos.
-Ââââhnnn… Tá bom!
Tão logo os dois acabam de faze-lo, o assassino misterioso retorna para a fresta escura de onde surgiu.
O bandido ,ainda atônito, finalmente consegue falar alguma coisa.
-Espera aí! Quem é você? Por que me deixou vivo?
-Eu lhe disse. Alguém precisava ficar vivo para contar o que houve aqui.
Antes dele terminar de sumir, dá uma última espiada por cima dos ombros.
-A propósito, Não diga a eles que o nome é Sartana.
O cano do revólver se projeta para fora da sombra.
-Senão…
Ele aciona o alarme do museu. Logo a polícia chega ao local e se espanta com todas as pistas que encontrou. Mais tarde, no interrogatório…
-Foi apavorante! Até agora não consegui entender o que houve! Ele parecia uma cascavel, observando todos os nossos passos… E quando ele nos desafiou para o duelo, meu Deus, foi tão rápido! Nem pareceu que ele tinha sacado alguma arma. As balas pareciam ter simplesmente brotado dos seus punhos! E aqueles olhos… Aqueles oooolhoooooos!!
Ele começou a chorar de pavor.
-Quem é ele? Como ele é? Fala logo!!
-N… Não posso falar.
-Como assim??
-Simplesmente… Não posso falar!
Eles começam a sacudir o preso e a lhe esbofetear no rosto. Pela fresta da janela da delegacia, Sartana assistia ao interrogatório, contente com o resultado de suas andanças.
– Bem, mais uma madrugada, mais corpos no chão, mais justiça…
Ele se vira para o outro lado, se joga da janela da delegacia e cai sobre seu cavalo malhado, desaparecendo na calada da noite… Mas antes de o criminoso acabar deixando escapar uma pista.
-PAREM! PAREM! Tá bom, eu falo! Ele tem… Ele tem um rubi enorme ,em forma de crucifixo… preso ao nó da gravata vermelha…
Os cães uivam para a lua.

CONTINUA…?

E então? Continua ou não? Tá nas mãos de vocês!

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2 Respostas

  1. Claro! Ou você acha que não dá para ficar curiosa(o) ?

  2. Começou a minissérie do Sartana, termine-a, okay?

    Eis o que dá assistir Spaghettis, Zubat e qualquer aparição do Hiroshi Miyauchi!

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