Convido ao centro da mesa o Sr. Artie Oliveira!


Meu grande amigo Artur me pediu pra postar esse texto dele. Espero que apreciem!

CRIANÇA É A ALMA DO NEGÓCIO


Às vezes eu me pergunto: Tô ficando velho ou essa geração de dez anos pra cá vêm jogando no lixo a maioria das coisas que um
monte de gente com seus mais de trinta anos ralou pra conseguir?
É óbvio que qualquer um (inclusive eu) com seus vinte anos ou mais cresceu assistindo televisão e consumia o que lhe
interessava (brinquedos, roupas, games, entre outras coisas), mas num dado momento da vida, de duas uma: ou a pessoa continua,
agindo de forma “padrão” ou ela muda radicalmente sua linha de raciocínio através de ideologias políticas, arte alternativa
ou mesmo por causa de um primeiro contato com música de conteúdo de contestação. Onde eu quero chegar com tudo o que foi dito
acima? Simples! Propaganda Infantil…
Em termos estatísticos, as crianças detêm o maior poder de compra entre os consumidores graças à exaustiva veiculação de
comerciais tanto em Rede Aberta quando em Tvs a Cabo. Imagine a seguinte cena: Um grupo de crianças interagindo com o produto
de marca que é anunciado e ao mesmo tempo, transmitindo uma sensação de êxtase apenas por que possui o que está sendo
anunciado. Pelo fato do público-alvo ser justamente as crianças em idade escolar (até 10 anos), cria-se no inconsciente destas
que somente serão aceitas num determinado círculo social caso possuam tal brinquedo ou roupa.
Pode até soar estranho, mas a maioria dos pais têm consciência de que não se deve mimar suas crianças, só que eles preferem
não frear o espírito de consumo que “sem querer” foi implantado nas mentes dos filhos simplesmente porque desejam vê-los
felizes a qualquer custo, mesmo que isso signifique comprar TUDO o que é anunciado nos intervalos comerciais.
Linhas de brinquedos e produtos baseadas em algum desenho animado ou série recente “fazem a cabeça” da molecada que só aparenta
ter uma vontade: ir ao Shopping e gastar o dinheiro dos pais ou o que eventualmente recebem de parentes com objetos que por
um instante, podem satisfazer seus desejos…
Em sua maioria, são filhos de casais de Classe Média. Quando ganham alguma coisa que viram na televisão ou objetos inuteis
para sua idade, a exemplo de celulares, boa parte faz questão de ostentar sua nova posse, afinal, “eu tenho e você nããão!”.
Além dos comerciais feitos “especialmente” para as crianças, é empurrado um comportamento pré-fabricado seja na moda ou na
música. Não é raro uma criança ou até mesmo um adolescente nos seus primeiros anos de puberdade quando questionado sobre a
vida que leva ou as músicas que ouve, responder: “eu faço isso porque tá na moda”.
Pronto! Começou a rota de colisão pra quem é dessa geração (infelizmente), pois: Se eu consumo, eu não quero pensar. Se eu
não penso, eu quero ter distância do que acontece no mundo, pois minha vida é bela e dane-se a dos outros!
Já dizia o Sepultura a respeito da Propaganda: “Don’t!/Don’t believe what you see/Don’t!/Don’t believe what you read/DON’T!”

N. do E.

Eu também já fui criança e tive meus dias de consumista desenfreado além de ser realmente adepto de Junk Food. Escrevi tudo
isso depois de ver o documentário que dá nome a este artigo e de presenciar meu primo de seis anos agindo como eu descrevi
acima!

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