Aquecimento


E aí, foliões? Como foi o festival da DST? Conseguiram voltar pra casa com saúde? Ah claro, como se isso fosse possível…

É difícil falar de um assunto com o qual a gente não tem muita afinidade. Carnaval para mim é um dos piores feriados que existem. Os meus pais detestam qualquer tipo de baderna e principalmente barulheira, e eu acabei herdando isso deles. A bem da verdade, não existe coisa mais inútil, e o Carnaval só serve para fazer o ano começar depois da Quarta-feira de Cinzas.

Daí eu olho para esses desfiles e penso no tempo e no dinheiro que as escolas levaram para preparar milhares de fantasias, carros alegóricos, coreografias, sambas-enredo – esse em especial é curioso, pois juntam uns 30 para compor umas 10 linhas que, no geral, parecem redação de 6ª série. Sabiam que tudo isso leva um ano inteiro pra ficar pronto, e depois de uma hora e vinte minutos pulando, as criações são destruídas? Uma verdadeira folia do desperdício.

 Nada contra os que se amarram em sumir de suas vidinhas medíocres por cinco dias seguidos, ou por meses, mas em mim a Festa da Carne não gruda. Se bem que, nos meus tempos de primário, eu sempre caía na folia do Carnaval da escola. A minha mãe tentava me colocar uma fantasia, e eu, na qualidade de criança hiperativa, detonava tudo em cinco minutos, e voltava pra casa aos farrapos.

Durante a 1ª e a 2ª série, eu tinha a roupa que era o sonho de todo molequinho daquela época: Uma fantasia de Jaspion. OK que a gente não ficava nada parecido com ele, mas bastava um pouquinho de imaginação e eu já me enxergava dentro do cockpit do Gigante Guerreiro Daileon. No baile da escola de 1991 eu caí na farra com aquela fantasia, adornada com um belíssimo tênis Ki-chute, o único que conseguia durar no meu pé. Os monstros e os outros moleques da festa não tinham a menor chance!

Nem sei como aquela roupa conseguiu durar até os meus 10 anos. (Pra constar: eu recortei ela e fiz forma de papel reciclado com ela heheheheheheh) Já a máscara, que era a única coisa bem-feita, virou poeira em menos de um ano. Eu era fogo… A solução bem “embromation” que minha mãe arrumou no Carnaval de 92 foi comprar uma máscara de King Kong de papelão pra ser usada com a roupa de Jaspion. Assim lá fui eu cuspir confete e serpentina na cabeça dos outros fantasiado de símio-cyborg. Bizarro, mas totalmente condizente com quem estava por baixo da fantasia.

Bom divertimento! Ou melhor, tentem se recuperar da ressaca.

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2 Respostas

  1. Você adulto é maravilhoso, mas tenho saudade da criança que foi.

  2. Essas fantasias duraram no mercado até 94…

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