E o país enfim respira aliviado…


Foi uma gestação difícil. Por mais ou menos quatro anos, nosso futuro ex-presidente Coroné Lularico Paraguaçu começou o parto da candidatura de seu papagaio-de-pirata e nossa futura presidenta, a daminha de ferro Dilmareth Thatcher. A primeira mulher a usar a faixa presidencial no Brasil… Dá pra acreditar? Claro que não! Mas é melhor que nos acostumemos a essas vitórias contra o preconceito. Podem escrever: em 2014 elegeremos uma asiática lésbica ateia anã e cadeirante.

Não foi uma disputa nem fácil nem prazerosa de acompanhar. Simplesmente não houve sintonia entre candidatos e eleitores, tampouco paixão, e foram tantas reviravoltas surpreendentes que não surpreenderam ninguém, tanta baixaria e puxão de cabelo entre os candidatos que o povo brasileiro, que se amarra numa novela, não teve outra escolha a não ser arrastar Dilma e Serra para o 2º turno. Só que ninguém contava que essa novela podesse ser mais chata do que “Viver a Vida”. Certas pessoas têm razão. O 2º turno devia durar só duas semanas, não importa pra qual cargo. Se todo mundo desliga a TV na hora do “otário eleitoral”, pra que os marqueteiros precisam fingir que tá todo mundo antenado nas maravilhosas propostas dos candidatos e arrastar a pindoba por um mês inteiro?

Anyway, como todo mundo já sabia, Travestilma chegou ao poder no último dia 31. As piadinhas envolvendo nossa nova presidenta e o dia de Halloween são inevitáveis, eu sei… Às 22:00 desse domingo, ela subiu em palanque para fazer o já tradicional discurso péla-saco de fim de campanha. Por intermináveis 25 minutos – e olha que ela disse que não queria se exceder. Dilma fez exatamente a mesma coisa que fez durante toda a campanha: Teceu palavras bacharelescas e de linguagem empolada, geladas e desprovidas de qualquer emoção, que fariam até um manequim bocejar. Emoção, apenas no obrigatório agradecimento ao Lula.

No geral, o discurso foi pasteurizado e lotado de jargões “tucanísticos”, parecendo ter sido escrito a 16 mãos, tal qual um samba-enredo de escola de samba. Só nos resta saber quem serão os dançarinos.

Boa sorte no seu governo, golpe publicitário Roussefff!

3 Respostas

  1. A democracia ganhou com as eleições. Estamos todos aliviados, porque o segundo turno foi um porre. Quanto a arrancar cabelos, esta parte foi impossível. Serra não tem cabelos, e Dilma usou peruca numa parcela do tempo desses quatro anos. Deve ser por isso que passaram logo para o argumento mais convincente: dedo no olho.

  2. O bom da história é: o vampírão se fudeu de uma vez por todas e ver a Folha de São Paulo botando a eleição da Dilma em letras garrafais na manchete não tem preço!

  3. É legal ser humorado, crítico. Mas neste texto me parece um pouco daquela mania que alguns têm de ser irônico pq é legal criticar governos e ser do contra. isso faz com que a crítica seja feita de forma banalizada. algo do tipo: “nada presta na politica, vamos criticar, ironizar, fazê-los de pallhaços, já que eles nos fazem também”.

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